Qual o melhor momento para começar a empreender?

Você está pensando em empreender? Não sabe por onde começar? Nem qual caminho seguir para ter sucesso? Para responder a essas perguntas, hoje conversaremos com Ivan Alatxeve, empreendedor e especialista em Gestão e Formação de negócios.  

Sobre o convidado

Ivan Alatxeve é empreendedor há 25 anos. Começou no ramo do varejo e seu último empreendimento foi uma agência de design. Ele se considera um “sofredor convicto”, mas que mantém frequência e sequência porque realmente acredita no que faz. Ele também acredita ter um chamado nessa área empreendedora. 

No seu perfil profissional no LinkedIn, Ivan descreve seu papel como “uma força para quem é empreendedor e para quem deseja empreender”. Além disso, ele também é especialista em Gestão e Formatação de Negócios. Sua atividade profissional consiste em ajudar micro e pequenos empresários a encontrar um caminho e terem sucesso em seus negócios. 

Qual o melhor momento para empreender? 

Segundo o empreendedor, de fato, não existe um momento específico para começar a empreender. Seria falho esperar que esse momento, considerado “ideal”, chegue para que você possa tomar alguma ação. Ao contrário disso, as pessoas devem buscar respostas internas e buscar soluções.

Não existe momento ou situação ideal. Particularmente, eu acho que existe o momento de respostas internas, porque o que pode levar a gente a empreender são motivos totalmente diferentes, né? E pensar que empreender te dará mais sucesso se você trabalhar com aquilo que tem como formação ou conhecimento técnico”.

Assim como lembra Ivan, o caos não é necessariamente uma situação ruim. A partir dele, a gente pode se reinventar, buscar mais conhecimentos, buscar novos caminhos, ressignificar as nossas escolhas, replanejar as nossas metas e objetivos de vida e profissionais. As crises podem ser propulsoras de novas descobertas.

Quando virar a chave e ser apenas dono do meu próprio negócio? 

Uma das dicas citadas por Alatxeve seria o fator financeiro. Isto é, a depender do retorno do seu empreendimento, você pode tentar conciliar duas atividades: o seu trabalho fixo e o seu empreendimento, ao mesmo tempo.

Quando perceber que houve um equilíbrio entre os dois trabalhados, observando o quanto você tem de retorno de cada um, talvez, a partir daí seja o momento de dar mais atenção ao seu próprio negócio e, em seguida, deixar o seu trabalho corporativo. 

O financeiro pode ser um bom marco para que você faça a migração. Existem outros também, como família, mudança de cidade… São outras jornadas que são bem individuais, cada um tem a sua. Mas de forma macro, havendo possibilidade de conciliar duas atividades, mantenha a atividade corporativa até que o seu empreendimento alcance um estado de equilíbrio”.

Empreender nos deixa rico rapidamente? 

Isso não existe sem tempo e sem trabalho, de acordo com Ivan. Muitas pessoas ainda vivem de aparência e outras pessoas acabam se espelhando erroneamente nelas. Ou seja, confundem sucesso com poder aquisitivo. Na verdade, sucesso é algo muito relativo para todos nós.

Tem uma coisa interessante que precisa ser analisada: se uma pessoa que você usa como referência é uma pessoa de sucesso. Porque o sucesso é relativo. Às vezes a pessoa tem uma empresa para conseguir acesso a crédito, por exemplo. O negócio dele não tem viabilidade econômica nenhuma. Mas teve acesso a crédito, usa roupa bacana, tem um carro bacana, muda para uma casa bacana e a gente tem a sensação de que a pessoa está rica. Mas na verdade não está!”.

Devemos empreender por falta de opção? 

Muitas pessoas se veem nesta situação. Até diretores executivos, que se veem desempregados quando atingem uma idade mais avançada, se tornam consultores porque não conseguem se realocar no mercado de trabalho. Isto é, até essas pessoas precisam pensar na linguagem que será usada ao empreender, além de refletir sobre uma outra cultura possível, além daquela do mundo corporativo.  

“Ninguém consegue mais suportar essa coisa plástica, pensando no mundo corporativo. Quanto mais original você for, valorizando aquilo que você tem como pilares só seus, as pessoas passam a acreditar em você, porque faz mais sentido”.

Até a própria publicidade passou por mudanças. Hoje muitas pessoas sabem que, ao usar um determinado produto, não ficarão como os modelos das embalagens. Ou seja, a partir desse momento a publicidade tem que repensar seu modo de propaganda. 

Gostou da nossa conversa de hoje? Achou o assunto interessante? Então não perca tempo e assista ao vídeo completo, no início deste artigo, para ter acesso à entrevista completa. E não se esqueça: Empreenda, invista e mude a sua vida. 

Entrevista por Fernando Vitolo 

Matéria escrita: Carlos Augusto Júnior