TRANSBRASIL
Diversas empresas no Brasil caíram em declínio devido ao contexto político-econômico em que elas viviam. Com a TRANSBRASIL, não foi diferente. As decisões econômicas da época foram cruciais para a ruína da empresa e sua falência, oficialmente decretada em 2012.
Caso ainda não conheça a história do TRANSBRASIL, confira esse artigo para conhecer mais uma das empresas e dos negócios que revolucionaram o mercado brasileiro e fizeram história no nosso cenário econômico. O conteúdo está realmente imperdível!
Qual a história da TRANSBRASIL?
A Transbrasil foi fundada por Omar Fontana. Omar era filho de Attilio Fontana, o fundador da Sadia, empresa de alimentos. Fontana havia decidido alugar um avião Douglas DC3, com a finalidade de transportar carne fresca de Santa Catarina para São Paulo.
De certo, a ideia acabou dando certo e foi um sucesso. Pouco tempo depois, Omar decidiu abrir uma empresa chamada Sadia S.A. Transporte Aéreo. Até que no dia 16 de março de 1956, o prefixo aeronáutico DC3 PPASJ iniciou os serviços combinados de carga e passageiros entre Florianópolis, Videira, Joaçaba e São Paulo.
Expansão da TRANSBRASIL pelo território nacional
Confira a seguir a linha do tempo dos serviços e aquisições realizados pela TRANSBRASIL:
- Em 1961, Omar comprou a Transportes Aéreos Salvador e diversificou a frota de voos para a região Nordeste. O modelo principal da empresa, conhecido por Dart Herald, só começou a voar com a empresa em 1963. Esta é a primeira de dez aeronaves usadas até 1976.
- Com o resultado da expansão, bastante característico e expressivo da década de 1970, chegou o primeiro de oito BAC 111, liderando a era dos jatos da empresa. Durante este período o nome da empresa foi alterado para Transbrasil S.A. Linhas Aéreas. O avião foi pintado em cores vivas e brilhantes. O primeiro EMB110C Bandeirantes lança serviço de feeder no Brasil. Antes do final da década, a Transbrasil tornou-se a terceira maior frota de 10 Boeing 727100 do país.
Dos prejuízos da década de 80 ao fortalecimento da TRANSBRASIL
No Brasil, é bastante comum que a decadência financeira das empresas esteja atrelada e seja resultado de investidas político-econômicas desfavoráveis. No caso da TRANSBRASIL, o que veio a mudar o percurso de sucesso da empresa foi a chamada “Década Perdida”.
Esse momento histórico brasileiro deixou marcas na empresa. Podemos começar a falar dos sucessivos planos econômicos que, desastradamente congelaram preços mas não custos. Isso, como consequência, gerou enormes prejuízos à indústria nacional.
Quase no final de 1988, como forma de pedir justiça pelas derrocadas econômicas, Omar Fontana entrou na justiça com um processo contra o governo, exigindo reparação pelas perdas. A empresa sofreu uma rigorosa intervenção federal, que afastou Omar do comando.
Pouco mais de um ano depois, a empresa foi devolvida com seu patrimônio dilapidado: o interventor havia vendido vários ativos. Omar tinha convicção de que a saída para a crise da empresa seria a expansão internacional.
A morte de Omar e o fim da empresa
Na década de 1990, a empresa dedicou-se à conquista de novas rotas internacionais (Miami, Nova York, Washington, Viena, Buenos Aires, Amsterdã, Londres). Durante esse tempo, a companhia também continuou a atualizar a frota, adicionar novos 737300 e 737400 e abolir os restantes 727 e 707.
Em 1998, Omar deixou o trabalho diário por motivos de saúde, mas antes disso todos os voos internacionais foram cancelados e a empresa que ele havia fundado estava em declínio no país.
Nesse mesmo ano, ganhou um processo contra o governo, o que não foi suficiente para mitigar a crise. Omar Fontana morreu em 8 de dezembro de 2000. O declínio da empresa foi surpreendente até que a Transbrasil ficou sem crédito para comprar combustível em 3 de dezembro de 2001.
Todos os voos foram cancelados. Os trabalhadores protestaram no dia seguinte, exigindo o pagamento de salários não pagos. A falência da Transbrasil foi oficialmente decretada em 2002
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Conteúdo por Fernando Vitolo e Heródoto Barbeiro
Matéria escrita: Carlos Augusto Júnior